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Premissas do Ensino Híbrido

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  Por Roberto Marques Silva De forma geral, antes da pandemia, tínhamos o processo de ensino-aprendizagem calcado em atividades educativas na escola e complementadas por atividades em casa, sendo essas, predominantemente offline, com a utilização dos livros didáticos, cadernos e algumas interações online.  Com a pandemia e a adoção do ensino remoto emergencial (Atividades Não Presenciais -  ANP), o espaço principal do fazer pedagógico tornou-se a casa dos estudantes. Esse ambiente passou a ser tanto o local de interação com os docentes e os colegas, como o local de complementação dos estudos e (e)laboração individual. Em suma, a casa do estudante hoje é o lugar predominante de instrução online e offline e os estudos, basicamente, ficaram divididos em momentos síncronos e assíncronos. Devemos admitir que o que estamos fazendo nas ANP não é Educação a Distância (EAD), isso porque a EAD deve ser entendida como uma modalidade de ensino e, como tal, apresenta uma série de características di

Relato de experiência - Metodologias Ativas aplicadas ao Ensino Remoto em disciplinas de Química

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    Por Pedro Henrique de Oliveira Gomes¹                Durante as disciplinas de Química Geral e Inorgânica oferecidas no Curso Técnico em Química Integrado ao Ensino Médio e Química do Curso Técnico em Edificações Integrado ao Ensino Médio, ambas com turmas de 1ª séries, no IFNMG - Campus Montes Claros, buscamos aplicar princípios de metodologia ativa no Ensino Remoto, ou, como denominamos na instituição, “Atividades não Presenciais”. As disciplinas tinham basicamente o seguinte roteiro: atendimento inicial, no início da semana, estudo através das videoaulas e textos; um segundo atendimento virtual para discussão dos conteúdos, realização de uma atividade e socialização no “mural” da disciplina. Sendo que os dois atendimentos realizados, aconteciam de forma síncrona com gravação e publicação na sala virtual.              Nos atendimentos iniciais, que ocorriam nas segundas-feiras, buscávamos tirar dúvidas residuais dos conteúdos abordados na semana anterior e apresentação do conteúd

O que é uma sala de aula invertida?

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  Por Gilda Rodrigues.  A sala de aula invertida é um modelo híbrido no qual a teoria é estudada em casa, no formato on-line, e o espaço da sala de aula é reservado para atividades mais ativas. O Flipped Classroom ou   sala de aula invertida é um dos modelos de rotação proposto pelos teóricos do Clayton Christensen Institute dentro da abordagem do ensino híbrido. Nesse formato, o professor transfere para o digital, fora da sala de aula, as informações básicas de um conteúdo e, na sala de aula, ocupa-se com atividades de aprofundamento, discussões e análises sobre o tema. Isso é um inverso que normalmente ocorre no ensino tradicional, no qual o professor apresenta os conceitos básicos de determinado conteúdo e, em casa, os alunos aprofundam esses conhecimentos, por meio de leituras e atividades. Bergmann e Sams, autores do livro “Sala de Aula Invertida”, descrevem o passo a passo de   suas experiências com a inversão da sala de aula: 1º -   após gravarem aulas e/ou selecionar ma

Alguns olhares sobre a educação no contexto da pandemia: tecnologia e inclusão - diálogos necessários.

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Por Gilda Rodrigues e Ricardo Cardozo Temos vivido um cenário de profundas transformações com um alcance em praticamente todos os segmentos da nossa sociedade. Essas transformações têm alterado comportamentos sociais que, por sua vez, têm causado impactos significativos nos modos de ser, de atuar, de pensar, de ensinar e de aprender nessa sociedade. Na educação, essas transformações exigem o repensar da prática pedagógica do professor na constante busca de uma educação que tenha mais sentido para os indivíduos e, sobretudo, que se pense em possibilidades para ressignificar as práticas educacionais ainda calcadas na transmissão de conhecimento ao ensinar os estudantes a seguir instruções, a seguir normas, deixando pouco espaço para o aluno assumir ativamente o processo de ensino-aprendizagem. No entanto, no campo educacional, no momento, temos mais questões para reflexões do que respostas, mas, temos que construir coletivamente caminhos, trilhas, possibilidades para enfrentarmos essa

Acolher e integrar: uma questão de permanência

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 Por  Iza Manuella Aires Cotrim-Guimarães A permanência dos estudantes é um tema que tem provocado importantes discussões no meio acadêmico e nas instituições de ensino, desde muito antes da pandemia. Vários estudos e documentos orientadores têm levantado causas e fatores que influenciam a decisão do(da) estudante abandonar o curso ou instituição escolar. O que fica evidenciado é que essa mais de centena de fatores age de forma muito complexa, segundo as peculiaridades e o contexto de cada estudante, muitas vezes agindo em conjunto. O que até contribui para delimitar grupos de risco... Mas como enfrentar esse problema pensando na individualidade de cada estudante e considerando essa numerosa lista de causas e fatores? Essa é uma questão desafiadora e por isso alguns estudos, sem desconsiderar a questão da evasão, têm voltado o seu foco para os elementos que podem contribuir para a permanência desses estudantes, para sua persistência em relação à continuidade e conclusão do curs

Partilha que Vale: rede de solidariedade pedagógica dentro do IFNMG

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O Grupo de Estudos e Práticas Pedagógicas – Geppe – surgiu a partir de inquietações de professores/pesquisadores do IFNMG sobre a necessidade de se refletir acerca do fenômeno educacional, principalmente, a partir das mudanças nas relações de sociabilidade decorrentes deste momento pandêmico. Entre algumas ações, o Geppe propôs a criação do Blog  Partilha que Vale, como instrumento de divulgação das nossas reflexões, análises e inquietações. Por meio do nosso blog, temos a intenção de construir a nossa “casa pedagógica”. Esse termo, inspirado em um texto de Rubem Alves, revela a nossa intenção em partilhar, dialogar e estudar as nossas práticas docentes. É um projeto que está nascendo agora e pretende evoluir dia após dia. Essa evolução vai acontecer alicerçada a partir das nossas vozes. Vozes de quem? Vozes de todos nós que temos compromisso com uma educação de qualidade e nas vozes de todos aqueles que acreditam em uma educação emancipatória e verdadeiramente para todos.  Nosso Blog

TEORIA DA APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA (TAS): UM DIÁLOGO NECESSÁRIO NO ENSINO MÉDIO

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  Drª Tânia M. Mares Figueiredo/ Não é novidade dizer que a NOSSA ESCOLA mudou... E mudou mesmo! Neste momento pandêmico, nossa ESCOLA sofreu mudanças profundas, tanto na sua materialidade no tempo/espaço e nas relações ensino/aprendizagem, como na representação que esta tem, HOJE, para estudantes, docentes, gestores e comunidade. Você lembra que as aulas eram presenciais, planejadas e dominadas por nós? Sabíamos que era permitido usar determinada porcentagem da carga horária em EAD, mas poucos docentes usaram. Por que é muito bom estar na sala de aula com nossos alunos, diretamente com eles. Até porque, a inquietude e o rostinho de alguns denunciavam que eles não tinham entendido nada ou, simplesmente, não estavam interessados.   E, por vezes, nós, docentes, cada um do seu jeito, procurávamos incentivar ou criar um novo jeito de ensinar. Tenho certeza que, na maioria das situações, deu certo... o estudante APRENDEU.   Mas, ainda que a maioria dos estudantes apresentasse um bom des