Postagens

Acolher e integrar: uma questão de permanência

Imagem
 Por  Iza Manuella Aires Cotrim-Guimarães A permanência dos estudantes é um tema que tem provocado importantes discussões no meio acadêmico e nas instituições de ensino, desde muito antes da pandemia. Vários estudos e documentos orientadores têm levantado causas e fatores que influenciam a decisão do(da) estudante abandonar o curso ou instituição escolar. O que fica evidenciado é que essa mais de centena de fatores age de forma muito complexa, segundo as peculiaridades e o contexto de cada estudante, muitas vezes agindo em conjunto. O que até contribui para delimitar grupos de risco... Mas como enfrentar esse problema pensando na individualidade de cada estudante e considerando essa numerosa lista de causas e fatores? Essa é uma questão desafiadora e por isso alguns estudos, sem desconsiderar a questão da evasão, têm voltado o seu foco para os elementos que podem contribuir para a permanência desses estudantes, para sua persistência em relação à continuidade e conclusão do curs

Partilha que Vale: rede de solidariedade pedagógica dentro do IFNMG

Imagem
O Grupo de Estudos e Práticas Pedagógicas – Geppe – surgiu a partir de inquietações de professores/pesquisadores do IFNMG sobre a necessidade de se refletir acerca do fenômeno educacional, principalmente, a partir das mudanças nas relações de sociabilidade decorrentes deste momento pandêmico. Entre algumas ações, o Geppe propôs a criação do Blog  Partilha que Vale, como instrumento de divulgação das nossas reflexões, análises e inquietações. Por meio do nosso blog, temos a intenção de construir a nossa “casa pedagógica”. Esse termo, inspirado em um texto de Rubem Alves, revela a nossa intenção em partilhar, dialogar e estudar as nossas práticas docentes. É um projeto que está nascendo agora e pretende evoluir dia após dia. Essa evolução vai acontecer alicerçada a partir das nossas vozes. Vozes de quem? Vozes de todos nós que temos compromisso com uma educação de qualidade e nas vozes de todos aqueles que acreditam em uma educação emancipatória e verdadeiramente para todos.  Nosso Blog

TEORIA DA APRENDIZAGEM SIGNIFICATIVA (TAS): UM DIÁLOGO NECESSÁRIO NO ENSINO MÉDIO

Imagem
  Drª Tânia M. Mares Figueiredo/ Não é novidade dizer que a NOSSA ESCOLA mudou... E mudou mesmo! Neste momento pandêmico, nossa ESCOLA sofreu mudanças profundas, tanto na sua materialidade no tempo/espaço e nas relações ensino/aprendizagem, como na representação que esta tem, HOJE, para estudantes, docentes, gestores e comunidade. Você lembra que as aulas eram presenciais, planejadas e dominadas por nós? Sabíamos que era permitido usar determinada porcentagem da carga horária em EAD, mas poucos docentes usaram. Por que é muito bom estar na sala de aula com nossos alunos, diretamente com eles. Até porque, a inquietude e o rostinho de alguns denunciavam que eles não tinham entendido nada ou, simplesmente, não estavam interessados.   E, por vezes, nós, docentes, cada um do seu jeito, procurávamos incentivar ou criar um novo jeito de ensinar. Tenho certeza que, na maioria das situações, deu certo... o estudante APRENDEU.   Mas, ainda que a maioria dos estudantes apresentasse um bom des

Desafios do fazer de um projeto pedagógico vivo!

Imagem
 Por Dayse Lúcide*/ Todas as vezes que nos debruçamos sobre a reavaliação do nosso trabalho várias dúvidas nos cercam. Esse texto é um convite para pensarmos sobre isso. Considerando que os profissionais de educação atuantes num determinado Campus têm a intencionalidade de adequar os projetos de curso, em andamento, especialmente para o Ensino Médio Integrado, por onde esta equipe poderia iniciar os seus trabalhos? Quais seriam os desafios diante de si? É possível retirar o medo e a insegurança ao realizarmos um estudo dessa natureza? Você que nos lê nesse instante tem a plena certeza que não é fácil, certo? Do mesmo modo, sabe também que não é impossível. Você tem a consciência que o medo sempre nos acompanha, mas temos a confiança que o desejo de acertar e fazer melhor supera, e muito, esse medo. Nessa lógica de pensamento, vamos tentar rever o que estamos fazendo e perceber “onde e como” necessitamos destinar maior atenção para alcançarmos uma educação de qualidade no processo de

Ensino Híbrido

Imagem
Por Gilda Rodrigues /  O ensino híbrido é uma abordagem pedagógica que articula instruções face a face com atividades desenvolvidas por meio do uso das tecnologias digitais de informação e comunicação.   O termo ensino híbrido passa a ser um conceito-chave para a educação hoje em dia, em especial, na modalidade de ensino remoto, que possibilitou à escola se tornar um ecossistema mais aberto e criativo.  Moran (2015) vai dizer que o termo, numa perspectiva mais ampla, significa  mesclado,  misturado. Esse aspecto está muito relacionado com o que a educação sempre foi: combinação de vários espaços, tempos, atividades, metodologias e públicos. Podemos ensinar e aprender de inúmeras formas, em todos os momentos, em múltiplos espaços. Em um âmbito mais específico, segundo Moran, o termo se refere a uma série de estratégias pedagógicas voltadas para a promoção do desenvolvimento dos estudantes de maneira individualizada, respeitando as limitações e os talentos de cada um. É preciso levar em

Formação docente na Educação Profissional e Tecnológica

Imagem
Por Giuliana de Sá Ferreira Barros / Pensar na nossa formação docente significa, inicialmente, refletirmos sobre a nossa identidade. Os IF possuem uma episteme própria, ou seja, uma natureza científica e política singular. Diante disso, a docência para a EPT também possui várias particularidades, que perpassam o entendimento da própria distinção da sua modalidade. É um desafio para nós, docentes, compreendermos essa episteme, já que não é tarefa fácil, tendo em vista que a maioria de nós nos formamos em universidades. Entretanto, esse desafio nos é posto para que tenhamos condições de iniciar o processo de dissolução do dualismo em torno da educação, principalmente em torno da educação para a classe trabalhadora.       Partindo do princípio que a profissão docente é complexa, vamos ao encontro do professor Antônio Nóvoa (2000, p. 9), que afirma que “o professor é a pessoa e uma parte importante da pessoa é o professor”. Quando você se apresenta a alguém, o que você diz? Você não diz su