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Desafios da pandemia: relato de uma pesquisa durante o ensino remoto emergencial

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  ( https://pixabay.com/pt/ illustrations/educa%c3%a7%c3% a3o-aprendizagem-online- 5578742/ ) Por: Lidinei Santos Costa e  Caio Bruno Wetterich A pandemia de covid-19 causou diversos impactos na sociedade, em especial na educação, que teve que se reinventar para que os discentes não fossem tão prejudicados durante o período de distanciamento social. Com as aulas presenciais suspensas de forma repentina em março de 2020, foi necessário implementar o ensino remoto emergencial (BRASIL, 2020), o qual se tornou bastante desafiador, tanto para os professores quanto para os alunos, devido à necessidade de transformação das formas de ensinar e de aprender. É nesse contexto que se insere a nossa pesquisa de mestrado, que se propunha a desenvolver atividades gamificadas em uma turma presencial do curso Técnico em Eletroeletrônica do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Norte de Minas Gerais (IFNMG) – Campus Avançado Porteirinha, ofertado nas modalidades concomitante e subseq

A escrita de si e os registros num diário de bordo: “sentir a fundo é diferente de exagerar”.

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  Fotografia de estudante do Projeto Diário de Bordo, 2020. IFNMG/CEAD/Campus Diamantina. Estudante Tainá Nobre. Por:  Dayse Lúcide Silva Santos e Ramony Maria da Silva Reis Oliveira Agradecimentos:  Helvéci o pela parceria. Gilda, pela revisão. Os alunos pela participação. O que fizemos no período de afastamento social por força do alto contágio do coronavírus a partir de março de 2020? Assistimos a muitas lives de cantores de nossa preferência, ouvimos músicas que nos tocaram às sensibilidades, aproximamos dos nossos entes queridos e, certamente, várias outras situações a nós se impuseram que “desanuviaram” a lente pela qual enxergamos esse mundo. Uma dessas possibilidades é escrever sobre si. Diante desse contexto, idealizamos um projeto de ensino, cuja inspiração para o registro da vida cotidiana dos estudantes foi o texto de Helena Morley (Alice Dayrell), Minha vida de Menina, diário escrito por uma adolescente da cidade de Diamantina no período de 1893 a 1897, no qual a escritor

EXPERIÊNCIA INTERDISCIPLINAR - EDUCAÇÃO FÍSICA E PRODUÇÕES DE TEXTO NO ENSINO TÉCNICO INTEGRADO AO ENSINO MÉDIO – IFNMG CAMPUS JANUÁRIA

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Por Marcelo de Farias Teixeira      Este relato parte de uma experiência interdisciplinar nas atividades não presenciais – ANPs, realizadas durante o período da pandemia no IFNMG Campus Januária, disciplina de Educação Física. Como professor da área há mais de dez anos atuando no ensino técnico integrado ao médio pude perceber que, apesar de demonstrarem apreço pelos seminários e aulas teóricas, geralmente nossa clientela demonstra maior interesse pelas práticas e vivências nos conteúdos que trabalhamos. Obviamente que isso não se trata de nenhuma surpresa, uma vez que a prática faz parte da natureza da educação física.      Neste sentido, com o surgimento da pandemia e o consequente impedimento das atividades práticas, houve um extremo desinteresse dos alunos pela disciplina e também pelas aulas síncronas realizadas. A partir daí chegamos à conclusão que precisaria de novas estratégias para conseguir a atenção dos discentes e um melhor aproveitamento nas aulas. Desse modo, surgiu a id

Desafios do ensino na época do domínio das redes sociais e da pós-verdade: visões sobre a Guerra entre Rússia X Ucrânia, em 2022.

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  Por Dayse Lucide Silva Santos. Ocupar-nos da compreensão dos acontecimentos “do hoje” é tão importante quanto à compreensão de processos “do ontem”. Poucos indivíduos não têm acompanhado o conflito entre a Rússia e a Ucrânia, no ano de 2022. A indagação que se coloca é: como o ensino tem se ocupado desse assunto em especial, tão comentado pela mídia brasileira e internacional? Você que visita o nosso blog nesse momento, aceita o convite para pensarmos este conflito, sem jamais ter a intenção de fechar o assunto? Esperando a resposta como um longo e imenso SIM, iniciemos, pois, por algumas questões: 1. Por qual razão (ou quais razões) a Rússia se aproximou da China?  2. Por qual razão os Estados Unidos, juntamente com a Otan, vêm ampliando a sua atuação na Europa? Porque a Ucrânia foi invadida, afinal? 3. Como se dá a dependência econômica europeia tanto dos Estados Unidos, como da Rússia, historicamente? 4. Quais laços históricos e geográficos unem os povos eslavos orientais?

ADEUS ENSINO REMOTO! ADEUS TECNOLOGIAS DIGITAIS NA EDUCAÇÃO?

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 Por Iza Manuella Aires Cotrim-Guimarães 1           O ano era 1996. Era publicada a primeira edição do livro “Didática: o ensino e suas relações” (VEIGA, 2008), em que Kenski (2008) afirmava, no capítulo de sua autoria: "nos próximos anos, a educação escolar (...) não sofrerá as alterações estruturais e significativas de que tanto precisa" (p.127). Que a escola continuaria “a mesma ainda por algum tempo: seriada, disciplinar, com turmas razoavelmente grandes; professores e alunos interagindo em um mesmo ambiente físico (...)" (p. 128), e ainda, que "para algumas pessoas este modelo parece ser inalterável. Como se fosse inerente ao homem, à sociedade" (p. 128).           Também em 1996, José Carlos Libâneo apresentava uma palestra que se tornou, posteriormente, um dos capítulos do livro publicado em 1998: “Adeus professor, adeus professora? Novas exigências educacionais e profissão docente”. Dentre os vários questionamentos que o autor apresentava quanto à nece

Cidadania e democratização da educação: reflexões sobre a prática docente.

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Consideraremos inicialmente que a educação é um possibilidade de mudar o mundo, a sociedade e a vida familiar e individual. No entanto, com relação, ao conhecimento formal, especialmente nos níveis mais altos, este não é tão acessível a todos que desejam acessá-lo. E é sobre isso que queremos promover a reflexão neste texto. Nivaldo de Oliveira Boaventura Filho* Lilian Simone Godoy Fonseca *** Luidy Siqueira ** Chegar ao ensino superior é uma possibilidade de mudança social, conforme Carvalhaes e Ribeiro, "pessoas com diplomas de ensino superior tem chances muito maiores de conseguir os melhores empregos em termos de salários e condições de trabalho do que pessoas que não completaram o ensino superior" (2019, p. 195). No entanto, o acesso ao ensino superior e às pós-graduações podem não ser, para alguns, um caminho fácil e justo, a depender do grupo   social ao qual pertence. Percebemos, ainda, que o ambiente acadêmico pode ser um espaço de disputas e de exclusão. Nos est